Este blog não surgiu especialmente para acompanhar a minha primeira gravidez. Até porque já vou com 31 semanas e tenho uma agendinha bem jeitosa que me ofereceu uma amiga e que dá para os gastos. Este blog surgiu porque começou um novo capítulo da minha vida. E desta vez em Portugal. Os meus blogs anteriores retratavam a minha vida de emigrante em Espanha e no Reino Unido. Desta vez é cá, a doer, na Tugolândia, país de poucas oportunidades e de muitas crises. Cá reina a esperança de um dia melhor porque cá nasci e cá vai nascer a minha primogénita. Começou a minha aventura em terras lusas.
Bem-vindos amigos!
"Joaneologismo" e "private word" para um amor que de dueto crescido se multiplica em trio afinado a choro de recém-nascido. A aventura de ser mãe pela primeira vez. A aventura da vida. A minha aventura. Aqui semi-contada para memória.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Gravidíssima
Eis-me "de barriga". Não tinha sonhado propriamente estar grávida, mas sim ser mãe. Estar grávida é um estado mais ou menos engraçado, bonito - ok! - mas é um desconforto necessário que acaba em sofrimento (parto) que dispensava. O meu sonho sempre foi amar/ casar e ter filhos, e ter filhos é também esperar por eles e fazê-los crescer dentro de nós, engendrá-los.
Gosto que me dêem lugar no autocarro e de ter prioridade nas filas. Gosto de ver a minha barriga a ondular e de sentir a minha bebé a mexer-se, a virar-se, aos soluços, aos pontapés. É bonito mas é a natureza. Dôres nas costas, pés e pernas inchados, falta de fôlego, coração acelerado, cansaço, peso, vontade de fazer xixi a cada passo, prisão de ventre, estrias, dificuldade em apertar os sapatos ou cortar as unhas dos pés - tudo isso eu dispensava (quem não?) mas tudo isso faz parte.
Não vou dizer que adoro estar grávida. Adoro a minha filha que vem aí, amo-a desde que ela tem o tamanho de uma ervilha, mas não adoro esta sensação de estar "gravidíssima". São ossos de ofício de mãe.
Cá te espero filha. Continua a mexer-te - se passas muito tempo sem te mexer fico um bocado paranóica. :-)
Mãe Joana.
Gosto que me dêem lugar no autocarro e de ter prioridade nas filas. Gosto de ver a minha barriga a ondular e de sentir a minha bebé a mexer-se, a virar-se, aos soluços, aos pontapés. É bonito mas é a natureza. Dôres nas costas, pés e pernas inchados, falta de fôlego, coração acelerado, cansaço, peso, vontade de fazer xixi a cada passo, prisão de ventre, estrias, dificuldade em apertar os sapatos ou cortar as unhas dos pés - tudo isso eu dispensava (quem não?) mas tudo isso faz parte.
Não vou dizer que adoro estar grávida. Adoro a minha filha que vem aí, amo-a desde que ela tem o tamanho de uma ervilha, mas não adoro esta sensação de estar "gravidíssima". São ossos de ofício de mãe.
Cá te espero filha. Continua a mexer-te - se passas muito tempo sem te mexer fico um bocado paranóica. :-)
Mãe Joana.
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