Inspirada pelo texto do Miguel Esteves Cardoso (MEC), http://www.publico.pt/Sociedade/cronica-um-segredo-de-um-casamento-feliz_1462647?all=1, que desde já recomendo, vi-me obrigada a fazer uma pequena anotação (algo que já tinha escrito num blog há algum tempo atrás com outras palavras...):
- toda a gente diz que "cultivar", "manter" uma relação dá trabalho, exige "rega" diária, bláblá. Citando MEC: "Os livros que li dão a ideia de que os casamentos felizes dão muito trabalho. Mas se dão muito trabalho como é que podem ser felizes? Os livros que li vêem o casamento como uma relação entre duas pessoas em que ambas transigem e transaccionam para continuarem juntas sem serem infelizes. Que grande chatice!".
Realmente, que coisa chata o casamento se fôr assim!
Citando o meu marido: "amar alguém é viver com os seus defeitos". Eu acho que é ao contrário. Amar alguém é viver com as suas qualidades, mimos, palavras, cheiros, toques. E não deve dar trabalho! Aliás, deve parecer que dá trabalho para as pessoas que "observam" a relação de fora, mas esse "trabalho" ou dedicação não deve pesar para nós, que o fazemos por vezes sem pensar. E que espécie de trabalho é este? Planear? No meu caso só vejo este tipo de trabalho. Planear o nosso dia-a-dia de forma que o outro encaixe sempre, se sinta bem com os nossos planos, mais ou menos determinados por um emprego ou por outras obrigações. Adaptar-se ao ritmo dele/a. Será isto o que dá trabalho? Porque "aturar" a criatura quando está mal-disposta ou quando estamos sem disposição não é uma coisa que dê trabalho, creio. Faz parte e é "tão natural como a sua sede", hehe. As pessoas não estão sempre bem-dispostas nem cheias de paixão, mau era! Aí sim o casamento era uma chatice.
Não deve dar trabalho arranjar um tempinho ou planear um jantarzinho ou um fim-de-semana ou um presente... ou mesmo uma simples partilha de um momento qualquer no sofá. Se der trabalho, é mau sinal, não é?

É só preciso conseguir ultrapassar bem a rotina !
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