quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vou fazer uma tatuagem na cara

Mais do que as cenas ou emoções do filme "Eat Pray Love" que vi ontem (finalmente!), ficaram a zumbir na minha cabeça algumas frases. Eu "é mais frases" :-)

Se fosse a escolher momentos do filme, haveria demasiados: o do encontro com o elefante, o da dança nupcial indiana, os vários momentos dedicados à culinária, principalmente aos pratos italianos (fiquei cá com um apetite!), o momento da despedida pai-filho...

Aqui estão as frases que mais gostei (autora, Elizabeth Gilbert, penso eu), em inglês. Às vezes, traduzir acaba um pouco com o encanto de algumas frases/ palavras.

"To lose balance sometimes for love is part of living a balanced life."

"Having a baby is like getting a tattoo on your face. You really need to be certain it's what you want before you commit."

"We must get our hearts broken sometimes. This is a good sign, having a broken heart. It means we have tried for something."

"We must take care of our families where-ever we find them."

"We don't realize that, somewhere within us all, there does exist a supreme self who is eternally at peace."

"Parla Come Mangi' --It is a common way to say 'be simple', 'don't try to be rhetorical' literaly: 'speak the way you eat"


Adoro a frase da tatuagem na cara. Não digo que nunca faria uma tatuagem na cara, até porque sou fã de tatuagens e estou desejosa de fazer uma terceira (nas costas) assim que a minha filha nasça e o meu corpo volte ao "normal". No entanto, não é coisa que deseje fazer, tatuar a cara.
Acho que esta frase resume bem ao que, hoje em dia, se compromete uma mãe (mais do que um pai, os pais que me desculpem) ao decidir ter um filho: é preciso um compromisso eterno por dentro e por fora, comprometer corpo, cabeça e coração, estar disposta a nunca mais ser a mesma nem nunca mais ter este ou aquele estilo de vida e entregar-nos a este destino e ao mundo de forma inteira, sem medo. Mais: eu creio que é necessário amar-se os nossos filhos mesmo antes de os conceber, imaginá-los na nossa vida, encaixá-los no nosso dia-a-dia. Como eu e o meu marido costumamos dizer, já temos saudades da nossa filha mesmo antes de ela nascer!

Ah... e um filho não se apaga a laser como uma tatuagem.

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